Outra história, dessa vez bem curta, que acabou me inspirando para mais tarde escrever o “Orfanato”.
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SLIDER
Caio podia deslizar entre dimensões.
Manifestou esta habilidade aos sete anos de idade, quando desapareceu num shopping da cidade, deixando seus pais malucos de tanto procurarem-no.
A partir de então, começou a usar mais sua habilidade, até mesmo para trapacear nas brincadeiras de infância e nas provas do colégio, ou para ver as meninas nos vestiários, quando na adolescência.
Ele nunca perdia no esconde-esconde, enquanto seus amigos corriam para encontrar um lugar seguro, longe dos olhos do pegador, ele caminhava calmamente em direção de algum lugar, como atrás de uma árvore, ou virando a esquina, para logo deslizar para a dimensão mais próxima a essa, na qual ele conseguia caminhar normalmente sem ser visto, mas vendo a dimensão onde seus amigos estavam. Assim, Caio esperava que todos já tivessem batido ou sido pegos para logo em seguida aparecer sem que fosse notado e bater, salvando a todos. Todos o achavam o máximo, menos é claro, quem estava de pegador no dia.
Aos doze anos, teve a “brilhante” idéia de se esgueirar na dimensão mais próxima para colar nas provas, mas apenas naquelas em que não havia estudado, ou seja, todas. Não que fosse fácil, mas ele gostava da adrenalina, afinal, ele tinha que sentar sempre no fundo da sala, no canto mais distante da professora e deslizar apenas quando ela não estivesse olhando, para correr, olhar a prova da garota mais inteligente da sala, memorizar a resposta e voltar para sua carteira, reaparecendo sem que a professora notasse qualquer ausência no seu lugar. Caio sentia-se vitorioso quando a prova acabava e havia concluído com sucesso seu intento.
Aos dezesseis, apostava com os amigos que conseguia entrar no vestiário feminino do clube e furtar a calcinha da garota mais gata. E como você já deve imaginar, ele sempre ganhava. Foi nesse período que aprendeu que não precisava deslizar o corpo todo para dentro ou para fora da dimensão onde estivesse, ele poderia deslizar apenas parte do seu corpo. Assim, deslizava para a dimensão mais próxima, entrava no banheiro, apreciava um pouco a vista… Gatinhas lindas… Nuas… Corpos molhados… Procurava as roupas da gata e deslizava apenas sua mão, com cuidado para que ela não fosse vista e pegava a calcinha. Voltava a apreciar a vista… Um colírio para seus olhos… Saía do vestiário deslizando de volta a esta dimensão mostrando aos seus companheiros de aposta o troféu que lhe assegurava a vitória.
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Leia a continuação de Slider aqui!
Um Abraço!

Putz, isso tem continuação?
Que legal, Antonio!
Você foi o primeiro a comentar uma das minhas histórias inacabadas! Quais foram as suas impressões sobre a história? Está boa? Falta algo?
Muito obrigado pelo prestígio!
Essa história ainda não tem continuação. Mas, quem sabe não continuo a história num futuro próximo, já que consegui meu primeiro leitor!
Obrigado pela visita, pela leitura, pelo comentário e volte sempre!
PS: Você já leu os outros expressionamentos inacabados?
Um Abraço!
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