Mais uma parte de Slider!
Abaixo os links para as outras partes de Slider:
_________________________________________
Percebera, no final do faixo de luz, algo parecido com um pé, com uma perna, mas não uma perna comum, de tamanho normal, de gente. Era uma perna gosmenta, nojenta, e gigantesca! Suas pernas tremeram. Devagar, foi levantando o faixo da lanterna, com medo do que veria. Aquela coisa parecia não ter fim. Pernas, coxas, cintura e subindo, abdômen, braço, peito, pescoço… cabeça. A criatura era colossal! A luz da lanterna atingiu os olhos da criatura, que sentido-se incomodada, fez uma pose ameaçadora, abrindo os braços com força e flexionando os joelhos, soltou um rugido ensurdecedor, como o rugido de um dinossauro, só que muito mais alto e muito mais real.
A criatura aproximava-se a passos largos. O que faria? Enfrentar ou fugir? Fugir como? Para onde? Enfrentá-la? Com o quê? Como? Parou um segundo com suas indagações. “Não vou fugir”, afirmou para si mesmo. Quero e vou me tornar um super-herói e para isso, tenho que enfrentar os monstros. Vou enfrentá-lo. E vou vencer!
Lembrou do seriado dos Changeman, que sempre acompanhava nas manhãs de segunda à sexta. Havia um robô gigante que os heróis usavam para derrotar seus inimigos, também gigantes. Era isto que queria nesse momento. Robô gigante, robô gigante, robô gigante, robô gigante… E lá estava ele. Ivo dentro de um robô gigante. Seu robô gigante, ao invés de parecer com o robô do seriado, ficara mais parecido com Optimus Prime, líder dos Transformers Autobots. Os olhos do robô enxergavam naquele escuro.
A criatura veio com tudo e o derrubou no chão. Antes que conseguisse fazer o robô gigante levantar, a criatura pulou para cima. Ivo ergueu a perna direita do robô e chutou o estômago da criatura, que caiu para trás contraindo o abdômen de dor. Colocou o robô em pé novamente. A criatura já estava se recompondo. O robô, a comando de Ivo, segurou a criatura pelo pescoço com a mão esquerda. A mão direita já estava de punho cerrado tomando impulso para desferir um golpe na cara da criatura. Um, dois, três golpes. O monstro já estava molenga. Ivo ficou com pena daquela criatura e soltou seu pescoço. Ela desmoronou, criando um terremoto ao chegar ao chão.
Acordou. Abriu seus olhos. Estava em casa. Havia sido um sonho? Mas parecia tão real. Levantou-se e foi para a cozinha comer um pão com manteiga, presunto e queijo. Pegou um pouco de refrigerante, já que sua mãe não estava em casa, pois ela nunca o deixava tomar “refri” logo pela manhã. Sentou-se no sofá da sala e ligou a TV com o controle remoto. “Qualquer coisa news” era o que estava passando. Deu uma mordida em seu pão, um gole no refri. Olhava para a TV como se olhasse para o nada, ainda pensando sobre o sonho, quando uma palavra pronunciada pelo repórter chamou-lhe a atenção: TERREMOTO. Aumentou rapidamente o volume da televisão e com olhos arregalados acompanhou a notícia. Falavam de um terremoto de 6,7 graus na Escala Richter, que havia acontecido no México a poucas horas, na madrugada. Graças a Deus ninguém havia morrido. Mas, por Deus, o monstro derrotado em seu sonho havia feito um terremoto quando caiu! Caramba! Não foi sonho! Foi real, de alguma maneira estranha e ainda teve repercussões no mundo físico!
—————————————–
Em breve: Slider (parte 5).
Um abraço!

[...] Continue lendo: Slider (parte 4) [...]