Como ensinar xadrez a crianças…

Publicado: 14 agosto 2008 em Contos, Expressionamentos
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… Sem recorrer à violência, guerras, exércitos e etc.

Estava eu, pensando em como vou ensinar xadrez à minha filha (que ainda vai nascer) e acabei tendo esta idéia. Ensinar xadrez de forma que também seja ensinado respeito e a palavra mágica “por favor”.

Segue abaixo:

____________________________

Método para Ensinar Crianças a Jogar Xadrez

(sem recorrer às analogias de combate/guerra)

Por Smaily Prado

Nomenclatura:

Cada exército do xadrez se torna uma “família”.

O Rei de cada “família” se torna o “Pai” da família.

A Rainha é a “mãe”. Os Bispos e Cavalos são os “Tios”.

As Torres são os “avós” e os peões se tornam as crianças.

Explique da seguinte maneira:

Os Pais de cada família (o Pai Preto e o Pai Branco) são ótimos contadores de história, tanto que a outra família fica curiosa para ouvir as histórias do Pai da família do outro lado do tabuleiro.

As famílias não gostam que outras famílias ouçam as histórias que seus Pais contam, portanto, tentem impedir qualquer um que seja de outra família a chegar perto do Pai.

O Pai, por sua vez, só irá contar suas histórias para pessoas de outra família se eles fizerem uma roda em volta dele de forma que ele não tenha como sair do lugar e resolva contar histórias (xeque) e tomar mate (xeque-mate).

Com relação a “comer” uma peça, ou mesmo “matá-la” isto se tornará uma questão de gentileza. Quando peças de famílias diferentes “encontram-se” ou “enxergam-se” (veja a explicação disto logo abaixo) um membro da família pode pedir que, por gentileza, pedindo licença, para que aquela peça se retire e ela possa ficar em seu lugar.

As peças tem olhos diferentes:

(sobre como as peças são “comidas” e suas movimentações)

As peças só poderão pedir às peças da outra família para se retirarem, se elas conseguirem “enxergar” a outra peça.

Seus movimentos também serão determinados por sua capacidade visual.

Como funciona:

Os “filhos” (Peões) tem 2 olhos diagonais apenas para frente (pois só comem nas diagonais).

Os “Tios” (Bispos) tem 2 olhos diagonais frontais e 2 olhos diagonais traseiros (pois andam nas diagonais para frente e para trás).

Os “Tios” (Cavalos) tem 2 olhos estranhos, saltados como minhocas e que fazem uma curva no formato da letra “L”.

A “Mãe” (Rainha) tem muitos olhos ao redor da cabeça inteira. Todos os seus olhos são BEM GRANDES (para enxergar bem longe). Assim ela consegue andar para qualquer lado e como seus olhos são grandes ela consegue enxergar bem longe, podendo andar para bem longe e para qualquer direção.

O “Pai” (Rei) também tem muitos olhos ao redor da cabeça, mas todos os seus olhos são BEM PEQUENOS. Com isso ele pode andar para qualquer direção, mas apenas 1 quadradinho, porque não enxerga muito bem.

_________________________________

Se eu esqueci de alguma coisa ou você tiver alguma idéia para complementar esta ou mesmo uma dúvida sobre o método é só comentar!

PS.: Este método ainda não foi testado. Provavelmente eu só o testarei quando a Mariana (minha filha) já estiver com idade suficiente para aprender xadrez (o que deve demorar alguns anos). Então deixo aberto para quem quiser testar a técnica e depois voltar aqui para dizer se funcionou ou não.

Um Abraço!

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Comentários
  1. Ferdi disse:

    Ótima idéia, agora vc pode ir testando com a mãe da criança, já que o bb dentro da barriga te escuta!
    hahahaha
    bjão meu marido!

  2. Marcell disse:

    Ixi… a do jeito que as criancinha são hoje em dia ela vão falar “Se ta louco prof? A torre mata o bispo, não tem tio nenhum aqui, acho que te enganaram….”
    HauhAUhauHauHUAH…

  3. Alexander disse:

    Adorei seu método, estou louco para testar.
    Voce é muito criativo.

  4. Smaily Prado disse:

    Obrigado Alexander!

    Espero que funcione!

    Volte aqui depois pra dizer se funcionou, ok?

    Um abraço!

  5. eneida disse:

    parabéns pela criatividade, nunca tinha lido algo igual, e olha que venho pesquisando a muitos anos.

  6. Muito Obrigado Eneida!

  7. azriel disse:

    eu gostei dese modo com isso as crianças consegue aprender mais rapido vc esta de parabens

  8. Danni disse:

    Adorei!!! fantástica idéia para se trabalhar com criança. Fácil e divertido!!!

  9. cleydival disse:

    muito bom, meu filho de 6 anos adorou.
    parabéns!!

  10. Smaily Prado disse:

    Que legal! Obrigado!

  11. Cris disse:

    Muito legal! ^_^

    Parabéns!

  12. jonat de Manaus disse:

    Parabéns !!!

    Estou dando aulas para crianças de uma escola particular e gosto muito de inventar historinhas para elas. Mas nunca tinha pensado desta maneira que você nos expôs. E realmente faz muito sentido, é educativo e está contextualizado.

    Parabéns, e como está a criança, já aprendeu a jogar!!!

  13. Smaily Prado disse:

    Obrigado Cris!
    Muito Obrigado Jonat!

    Minha filha ainda não aprendeu pq tá muito novinha ainda! (tem 6 meses) Vai demorar um pouquinho ainda!

    Valeu!

    Abraço!

  14. Psicologia disse:

    Vai se surpreender, quando souber em que sua criança vai se transformar, quando adulto. Vai ser muito prejudicial
    para ela e para quem conviver com ela… acredite!
    “Amigos só falam coisas que amigo quer ouvir…”
    PEnse nisso.

    Talvez vcs não gostem de saber disso, assim, da forma que coloco. Mas, pelo bem da criança, e sei que é só isso que interessa, procura um bom professor (CRITERIOSO) e
    se ele for honesto com vcs, vai fazer vcs mudarem de idéia.

    Me desculpem por me intrometer. Cada um faz o que “bem quer” não sabendo o resultante…

    ‘Se querem uma criança ‘saudável mentalmente’ (diferente de nós), querer fazer a coisa certa, não basta. Temos que SABER fazer certo.’ Carl Gustav Jung

    Felicidades para todos!

  15. Psicologia disse:

    Entendam bem o que dizer.
    O xadrez é um jogo excelente em vários aspectos.
    Mas, a forma que vai ser apresentado (e é a isso que me refiro) não aconselhável ok.

    Sucesso para todos de bom coração!

  16. Psicologiaa disse:

    Entendam bem o que dizer.
    O xadrez é um jogo excelente em vários aspectos.
    Mas, a forma que vai ser apresentado (e é a isso que me refiro) não aconselhável ok.

    Sucesso para todos de bom coração!

  17. Marina disse:

    Achei uma ótima ideia, espero poder ensinar ao meu irmão o quanto antes. E quanto ao comentário do Carl, pq fala isso sem dar explicação? Que coisa sem lógica.

  18. lúcia barbosa disse:

    Vou tentar este método.Adoro jogo de xadrez,mas não sou muito boa em jogadas.Quero ajuar um amigo executar um projeto de xadrez na escola e me propus a epassar para os menores.Este método diminuiu minha peocupaçao com o repasse.Vou tentar do seu jeito.
    Parabéns!

  19. Legal Lúcia!

    Depois me conta com foi?

    Valeu!

  20. Jessica disse:

    adorei, muito criativa esta ideia.

  21. Daniel disse:

    Gente, que dóóóóó que mico… ver uma pessoinha toda bem intencionada inventar umas bobagens sem tamanho como esta?

    E o dia que a criança (como a minha já fez) perguntar: mãe, de onde vem o frango e a carne que comemos?

    Vai partir o coração dela dizendo que vem da granja, que matamos as galinhas e as vacas pra comer, ou vai inventar uma historinha bonitinha pra dizer que a galinha quer chegar perto do tio e dar o ovo de presente?

    Pelamordedeus, faz isso com as crianças não! Elas precisam ter acesso à informação, da maneira como ela é, sem você ter a pretenção de ser por no meio do caminho e achar que milhares de anos de estudo do xadrez e estratégia são “desaconselháveis”.

    Sua filha, filhos, serão pessoas saudáveis e inteligentes, deixem eles entenderem e perceberem o mundo sem você tentar filtrar, faz este favorzão pra humanidade, por que o seu filtro não foi testado e aprovado, mas milhares de anos de xadrez, foram.

    Ai, já to ouvindo… maeee me dá um playstation com MORTAL KOMBAT 48?

    Imagino a história que vai ter que contar!!!

    Na paz, amiga!

    Daniel

  22. Sinto pena da sua criança (filho ou filha), Daniel, porque ela não deve nem acreditar em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa nem em fada do dente, perdendo a mágica que é ser criança.

  23. Edson disse:

    Poderia deixar um link com um jogo gratuito que mostra cada movimento das pedras antes de jogar assim fica mais facil para as crianças

  24. Tia Val disse:

    Amei, sua ideia vou testar com meus alunos nesse semestre!

  25. Ferdinando disse:

    Meu filho tem 4 anos e ontem me pediu pra jogar xadrez. Ensinei meio na intuição, ele me surpreendeu pela paciência e, com auxílio e orientações até ganhou de mim!!!
    Achei tua idéia muito legal e vou testá-la. Só que invés dos olhos pra justificar os movimentos, usarei a lógica das pernas, cada peça com passos diferentes, a mãe que vai por todo o lado, o cavalo que salta por cima, a torre que é pesada só anda em linha reta, o bispo tem patins e anda de lado…
    Quanto a comer as peças ou pedir para elas sairem, vou ter que manter a idéia do combate, já que ele adorou esta parte do jogo…
    E eu também sou dos que acham que o Daniel podia ampliar seu pensamento, respeitando o lado lúdico das coisas, sem achar que com isto está ‘imbecilizando’ as crianças. Afinal, o mundo dos adultos (em especial de adultos como o Daniel) é muito chato, e elas terão a vida inteira pela frente para ser adultos, a infância é uma só…

  26. Legal Ferdinando! É legal saber como você está conseguindo ensinar seu filho! Assim me ajudará a ensinar melhor a minha filha assim que ela já estiver maiorzinha!

    Realmente, pensando pelo lado prático e associativo, basear
    a movimentação nas pernas é algo mais natural do que basear nos olhos, acho que vou agregar sua ideia… hehehe

    Quanto à sua opinião sobre o Daniel, bem, concordo plenamente!

    Muito obrigado! Valeu pela visita e pelo comentário construtivo!

  27. Profª Regina disse:

    Nossa, no começo achei meio estranho, mas resolvi fazer esse teste com meus aluninhos de 4ª série e ensinando o xadrez para eles de forma diferente e não o convencional, e sabe de uma coisa….FOI MAGNIFICO, ELES SIMPLESMENTE FICARAM ATENTO A HISTÓRIA, ASSIMILANDO MELHOR AS PEÇAS E COMO ANDAM!
    Muito obrigada pela forma carinhosa, humilde de ensinar…pois está ai o AMOR!!!

    PARABÉNS….

  28. Putz Profª Regina! Vc foi a primeira que realmente aplicou a minha técnica e voltou para dar o feedback! Muito Obrigado!

    Me sinto muito feliz por saber que a técnica funcionou e mais crianças agora entraram no mundo do xadrez!

    Que legal!

    E obrigado!

  29. Henrique Brandão disse:

    Olá!

    Parabéns pela brilhante idéia!

    Sou professor de educação física e estou planejando ensinar xadrez a algumas turmas, essa história é bem interessante.

    Quanto aos comentários de alguns em relação a estória que criou penso diferente: quando inventaram o xadrez o contexto histórico fez com que seu “criador” pensasse esse jogo como uma batalha. O rei precisava de algo que reforçasse sua ansia pela batalha. Inverter essa lógica para um jogo de paz em tempos que buscamos a paz é sensacional!!!! Você não está escondendo a história do xadrez para os seus filhos, você está mostrando a eles que um mundo diferente é possível.

    Sensacional!
    Precisamos de professores como esse pai!
    Grande abraço!

  30. luciana disse:

    Olá!

    Quero expressar minha opinião e deixar aqui minha experiência como mãe e também como educadora.
    Trabalho com crianças do ensino fundamental I, (1º ao 5º ano), e tenho utilizado o xadrez como uma ferramenta em minhas aulas, acredito que este jogo é um grande aliado nosso, visto que, ajuda desenvolver nas crianças habilidades importantes para seu desenvolvimento como: raciocínio lógico, concentração, elaboração de estratégias, entre outras…
    Para as crianças menores sempre apresento as peças e suas movimentações através de histórias lúdicas e desta forma tenho conseguido ótimos resultados, não vejo isso como uma “mascaração da realidade”, entendo que, as crianças precisam sentir vontade em aprender e desta maneira é possível que se interessem mais facilmente pelo jogo.
    Fico preocupada com a qualidade de vida que nossas crianças têm, pois muitas ficam grudadas numa cadeira enfrente ao computador ou ao playstation durante horas jogando ou vendo cenas impróprias a sua faixa etária. Violência, pedofilia, etc.
    Enfim, existem criança precisa ser criança, hoje em dia as crianças perderam aquela fantasia, a magia da infância, uma fase tão importante para a formação do caráter da pessoa.

    Deixo aqui uma reflexão:

    “Que tipo de adultos queremos formar?”

    Um abraço!!!

  31. Tião Júnior disse:

    Aprovado
    meu fillho de 5 anos que estava desinteressado no meu metodo, agora esta concentradissimo com a sua ajuda.
    obrigado.

  32. Robson disse:

    Sou instrutor de xadrez do ensino fundamental, tive o privilegio de aprender metodologia com o meste internacional cubano Gerardo Lebredo. Nao teria coragem de utilizar sua ideia pois em alguns aspectos é absurda e me parece um desrespeito a inteligencia da criança. Acredite, as crianças sao capazes de absorver as informaçoes de modo mais rapido do que vc parece imaginar. Argumentos tipo ” o Rei é muito velhinho por isso anda só uma casinha”; fazer o movimento do cavalo separando silabas ” CA – VA – LO” – ensinando que no LO ele deve virar; que o Rei nao pode ir para uma casa defendida pelo adversario porque senao vai se machucar, etc sao validos claro. Recomendo que leia o livro ” A Guerra de Mentirinha “, ai voce vai ver uma analogia lógica do xadrez que é o que vc parece procurar.

    Um abraço,

    Robson

  33. Tião Junior: Fico Feliz que eu tenha ajudado e que o método funciona e ajudou mais uma criança a aprender xadrez!

    Robson: acho que existem crianças e crianças, cada ser humano é diferente e portanto exige diferentes métodos para que cada um compreenda o mesmo conteúdo. Nâo é minha pretensão que isto se torne um método universal de ensinar xadrez, é apenas mais uma forma de ajudar uma criança que possa não estar tão interessada em xadrez ou tenha dificuldades para que veja por outro ângulo. Assim como aconteceu com o filho do Tião Júnior que comentou antes de você. Ah, obrigado pela dica de livro!

    Abraço a todos e obrigado pelos comentários!

  34. Ambrósio disse:

    A ideia é ótima, estou utilizando, só que com algumas variações. Por exemplo: ao invés de pai que conta história que os outros não podem houvir, falo que é como si fosse um pique pega, pegou sai da brincadeira. A criança(peão) só pega pra frente e em casa da mesma cor em que ela está.
    Abraço.

  35. baiano disse:

    Sou professor de educação física, jogo xadrez a bastante tempo, o esporte me estimulou o raciocinio lógico-matemático, me inseriu socialmente em um grupo, me afastou do mundo das drogas e do crime, pois, o bairro que eu cresci era muito violento e sem muitas oportunidades, desta forma entendo o xadrez como ferramenta de vital importância para o desenvolvimento da criança por conseguinte da humanidade.
    Talvez o daniel tenha sido infeliz em sua colocação, porém, compreendo-o.
    Será um choque para a criança quando tal descobrir que o mundo é totalmente diferente da realidade que lhe foi apresentada, sem guerras ou sem conflitos. compreendo também que há a necessidade de criar formas lúdicas para inserir o xadrez na cultura infantil, pois desta forma se torna mais fácil a assimilação dos conteúdos.
    Parabéns pela iniciativa e pela criatividade, contudo, há de se refletir sobre sobre as consequências para a visão de mundo que se esta criando na criança e de que forma isso vai interferir em suas atitudes e comportamento posteriormente, acredito eu que a história do xadrez deve ser contada tal como aconteceu, pois foi a forma como conseguimos acumular históricamente a nossa condição humana. Se o homem mata, rouba, ou faz qualquer outro tipo de demência, isso deve ser compreendido pela criança e não ficar escondido até que ela descubra da pior forma, vivenciando. Este choque pode acarretar em uma revolta muito grande e de difícil assimilação para a criança.
    A super proteção dos pais hoje prejudica e muito as crianças e seu desenvolvimento, privando de situações que a façam sofrer, o sofrer é uma condição humana! não podendo nunca ser desvinculado da existência humana, a compreensão deste fator pode levar a uma criação de forma a ajudar a criança a se relacionar com o mundo tal qual ele é, não se pode colocar uma redoma de vidro em torno de nossas crianças achando que desta forma vamos acabar com o sofrimento delas, em um dado momento ela sairá e poderá sofrer mais do que se tivesse compreendido esse fator desde criança, há e não se esqueçam: O maior homem que já pisou na terra foi o que mais sofreu! Jesus

    novamente parabenizo-o pela iniciativa e preocupação com as crianças, também pela oportunidade de levantarmos esta discursão que sem dúvidas foi produtiva para mim e espero que para todos os participantes, abraço e prosperidades em seu maior investimento da sua vida”seu filho”

  36. Olá Baiano,

    Primeiramente obrigado pelo comentário bem elaborado!

    Segundo, sei que a realidade lá fora (no mundo) é feia e até mesmo horrenda (como nas guerras e torturas e etc) porém não precisamos chocar nossas crianças e nem incitá-las à violência. Na elaboração dessa minha maneira de ensinar xadrez foi justamente tirar a questão da violência para que isso possa contribuir para a redução dessa estatística tão real que hoje permeia o mundo escolar: a violência na infância.

    Acho devemos ensinar nossas crianças (filhos) a ser um indivíduo no mundo que não vai matar ou roubar para conseguir o que quer e para isso devemos formar uma base moral e ética forte neles.

    Quanto a questão de descobrirem depois que a história do xadrez é diferente isso acontece normalmente durante todo nosso desenvolvimento escolar/acadêmico, por exemplo, você sabia que os números na verdade não existem? são hipóteses matemáticas. Mas isso a gente só descobre na faculdade. Dentre tantas outras “verdades” que são desmascaradas quando temos maior capacidade intelectual para compreendê-las.

    Espero profundamente que o xadrez continue fazendo com outras crianças o que fez por você!

    Um abraço!

  37. kaio disse:

    eu tenho 9 anos e nao aprendi a qui aprendi na escola na educaço fisica
    ma tudo de xadrez esta certo neste site

  38. Bruno disse:

    Olá Smaily.

    Achei sua ideia muito interessante e gostaria de colaborar.
    Antes disso, queria dizer que, com relação a ideia de se substituir a noção original do motivo do jogo pela sua proposta, é algo muito interessante.

    1º Por que a criança precisa ter apenas uma alternativa de justificativas para as coisas?
    Assim, ela pode mais tarde receber uma nova explicação e comparar suas ideias. Ela terá
    opção para refletir na mais correta, ou considerar as duas, ou optar por uma que lhe dê mais
    paz. O importante é ela praticar o jogo;

    e

    2º Com sua proposta, a criança registra que duas famílias vivem de tal forma que a contação de
    histórias, ou seja, a leitura, já que histórias estão em livros, é algo muito importante. Assim, a
    criança poderá vincular, mesmo que apenas inconscientemente, a diversão do xadrez com as
    histórias (veja minha sugestão a seguir), o que é outra coisa interessante, pois histórias
    possuem lógica, estratégia, tática, clímax e outros, como xadrez.

    Bem, agora minhas sugestões:

    1. Achei estranho chamar os Cavalos e Bispos de tios e as Torres de avós. Porque pensar que eu
    tenho um tio Cavalo meio que força um pouco. E Bispo? Talvez a criança pergunte: o que é
    um bispo? quanto pano para manga… Nesse sentido, as peças poderiam ser os próprios
    personagens da história. Podendo ou não o Rei, a Dama e os Peões formarem uma família.
    Mas talvez para a criança seja mesmo mais legal do modo original, ai eu já não sei. Prefiro
    evitar as perguntas sem saída…

    2. O que motiva a ‘batalha’ poderá ser algo um pouco diferente: ambas as famílias adoram contar
    histórias e é preciso decidir quem contará dessa vez, quem ganhará o direito de contar a
    história, então, cada personagem trabalha para não deixar o outro Rei contar a história; cada
    um com seu tipo de “olhar” procurará o Rei oposto;

    3. Quem ganhar a partida, poderá realmente contar uma história. Ou o professor poderá informar
    que as pretas possuem uma história para contar e as brancas outra. Ou ainda, o decorrer das
    capturas poderá ser parte da história, de modo que os personagem deixem de participar da
    história se capturados e nisso a criança deva de criar. Também pode que quem ganhe escolha a história;

    O fato de quem ganhar contar a história é algo interessante do ponto de vista do mérito. É um modo de escolha. Também a questão de os dois quererem contar histórias aumenta a relevância delas.

    Trabalho com uma oficina de xadrez e tenho atendido crianças do 3º e 4º anos, além de jovens do 6º e 7º anos e 7ª e 8ª séries. Vou tentar utilizar este modelo.

    Espero que tenha colaborado e que estas sugestões sejam igualmente avaliadas.

    Obrigado, um abraço.

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