
A ideia para este texto surgiu numa conversa com meu primo, Marcell, e minha esposa, Fernanda, sobre a ironia de um demônio ter o mesmo nome de Jesus.
Parece que algumas pessoas não gostaram desta história, pois as visitas diárias ao Expressionando caíram pela metade, portanto, pense bem antes de ler o texto abaixo.
Você possui o livre-arbítrio. Boa sorte.

Milhares de anjos e demônios lutando, medindo forças, decepando, cortando, dilacerando, extinguindo a existência uns dos outros. No meio dessa guerra, um anjo mantem-se de pé, segurando sua lança em riste contra o peito de um demônio caído.
Os dois encaram-se. O anjo com feição amarga, raivosa, testa franzida. O demônio caído, mantem-se frio, impassível, aguardando o momento em que passará para a inexistência. Enquanto a lança não perfura seu corpo avermelhado, sua mente retrocede…
…Nascera no inferno, de pais demônios. Recebera um nome um tanto quanto “incomum” para um demônio, escolhido pela sua mãe, Éritra, no dia de seu nascimento:
“Wladimir, que dia terreno é hoje?”
“Hum… se não me engano é o dia em que os humanos comemoram o dia do nascimento daquele-que-é-filho-do-inimigo-maior.”
“Wladimir, quero dar ao nosso filho o nome daquele-que-é-filho-do-inimigo-maior, para que ele sempre se lembre de quem deve odiar e repudiar.”
“Não será um fardo muito pesado para o garoto?”
“É claro que vai! Mas é justamente essa a intensão. Ele deve sentir na pele o ódio por este ser que tanto nos oprime e tolhe nossas ações. Não somos livres por causa dele!”
“Tem certeza? “
“Sim. Já decidi. O nome dele será JESUS CRISTO.”
A demônia parteira ficou chocada ao ouvir aquele nome. Era um nome que agredia aos ouvidos dos demônios mais velhos, chegando a ser proibido nos círculos ancestrais.
A infância do pequeno demônio Jesus Cristo não foi nada fácil, todos o desprezavam por ter o nome daquele-que-é-filho-do-inimigo-maior. Foi apedrejado pelos coleguinhas de escola além de ter que aguentar chacotas, do tipo que as crianças ficam cantando para outra, somente para enfernizá-la: “Você é o filho de de-eus, você é o filho de de-eus…”
Na adolescência, nenhuma demônia queria namorar com JC, como gostava
de chamar-se. Elas sentiam como se, namorando-o, virariam anjos ou qualquer coisa “bonitinha”.
Na faculdade demoníaca, como trote dos veteranos, chegou a ser crucificado, ficando um dia inteiro pendurado levando pedradas e garrafadas dos universitários.
Ao passar dos anos, sua revolta só aumentou, não só contra toda a sociedade demoníaca da qual era excluído, mas também contra o dono original do nome que carregava.
Sentia-se sozinho, não enquadrava-se nem no inferno, muito menos no céu. Sobrara-lhe, então, a Terra. Passou a morar numa capital qualquer no mundo dos humanos até que um buraco de flamejante se abriu no chão e dele vieram letras de fogo na língua demoníaca. Era uma convocação de guerra. Todos os demônios estavam convocados e aquele que não comparecesse seria exterminado pelos próprios companheiros.
Reuniu-se ao exército e logo estava no campo de batalha. Era uma visão incrível, aquele mar vermelho feito de demônios ansiosos por sangue angelical. Ao longe, avistavam uma mancha branca enorme no céu. Eram os anjos.
Uma trombeta soou e um terremoto causado pelo trotar dos demônios percorreu o solo ao mesmo tempo em que um vento forte soprava na direção contrária, causado pelo rufar das asas dos anjos.
Os dois exércitos se chocaram.
Milhares de anjos e demônios lutando, medindo forças, decepando, cortando, dilacerando, extinguindo a existência uns dos outros.
E foi assim que viera parar ali, caído, com a ponta de uma lança pressionando seu peito.
Voltou a si. Sentiu algo penetrar seu peito com violência. Seus olhos novamente focalizaram os do anjo e o que via era uma expressão de alívio na face do anjo, um prazer em eliminá-lo.
E, diferente do verdadeiro Jesus Cristo, JC não ressuscitou.
Agora, Jesus Cristo, o demônio, era apenas mais um corpo deitado inerte na multidão.
FIM
Putz, a idéia dessa história é realmente muito boa! E tu mandou muito bem no modo como a conduziu. Foi interessante ler sobre escolas e univesidades no Inferno, é algo que nunca tinha parado pra pensar que talvez pudesse existir =)
Estou sem muito tempo pra ler “A profissão do Futuro”, mas depois da história do JC me epolguei pra ler tudo aqui do Expressionando ahueauhe Deixa eu só arranjar uma brecha aqui no trabalho que parto pros outros textos!
Cara! Fico lisonjeado e imensamente agradecido pelos elogios, Edu!
Achei que ninguém ia gostar da história porque tem o nome de Jesus e tals.
Tive vontade de escrever mais sobre a vida dele no inferno, mas eu tinha resolvido que seria um história curta.
Espero que goste dos outros textos também!
HuahUhaUHuahuHAUhua… E não é que você escreveu mesmo a história?
Fim estranho, história legal.
Parabéns.
Num falo nada, mas vai causar polêmica!
Eu vou te dizer que estou “de cara”.
A história é completamente diferente do que eu esperava pelo título; Quando eu cheguei na metadade da leitura eu pensei: “Isso não é sério … “, mas admito que a parte que mais gostei foi o desfecho.
Parabéns, meu velho !
Abração !
Mas o que você esperava da história?
A idéia é muito legal. Muito mesmo! Mas achei o final meio esquisito. Acho que devia acontecer algo maior no final, algo irônico. Acho que com esse final, o leitor fica um pouco perdido, do tipo, sem saber qual o sentido da história.
Eu achei – julgando pelo título -, que fosse tratar de algum equívoco desastroso provocado pelo “Filho do Homem”, e não que realmente se tratasse de um demônio homônimo !
Abração!
Agora entendi.
Mas essa sua expectativa não é uma má ideia.
Seria uma história bacana, só teria que ser algo realmente desastroso.
Coitado desse cara !!!!!!
Ele esta precisando de ajuda urgente.
Que cara??
Excelente!!!!!!
Divertida de um ponto de vista, intrigante de outro… e confesso que como tantas outroas pessoas acima o título chocou de cara.
Uma ideia sensacional e extremamente bem escrita.
Comecei pelo Luminus… mas aos poucos vou passeando por aqui. Conhecendo seu canto e sua escrita. Cada vez mais admirada.
Parabéns… nos vemos no OMG.
Abraços Indily
Pois é, esse texto causa um certo choque e um pouco de polêmica! hehehe
Faz parte!
Bom, fique a vontade para ler os textos e criticá-los ou elogiá-los (o que é melhor! hehehe)
Obrigado!
Abraço
Bom, antes de mais nada, sou evangélico. Alguns disseram que haveria problemas e diverfências. Primeiro, é a melhor história que vi de demonio, tanto escrita ou midia. Em segundo, o final, desconecta um insulto a religião cristã. Só crente muito burro e que não lê o contexto é que vai criar caso.
Meu parecer, cara, desenvolve mais esta história a ponto de um livro. Você escreve muito bem e também contemporaneamente. Você tem as caracteristicas de um bom escritor. Não vou disser que virará um beste=seller, mas vai estar em evidência, pois eu não sei o futuro. Pense bem em desenvolver mais esta história, pois ela está escondida na Imensidão da Internet. Cheguei aqui pela gravura. Ha, o tema fantastico, ele me chamou muito a atenção. Um abraço, ai, camarada tudo de bom. Quando o livro tiver pronto, me avisa, ai
Paulo Pantarotto
Muito Obrigado, Paulo, pela força e motivação. às vezes a gente precisa de umas palavras encorajadoras como as suas para renovar as forças e continuar batalhando!
Pode crer que irei trabalhar para transformar esta história em livro!
Obrigado!
Nossa como você é infeliz.. dá pena. Auto promoção de quinta categoria usando um assunto serio.