
Pessoalmente não gosto de futebol. Nunca gostei. Mas houve um tempo, mais precisamente no 2º grau (hoje chamado ensino médio) no qual arrisquei a jogar algumas partidas com amigos e colegas de classe. Numa dessas, aconteceu mais ou menos como escrevi neste conto (bom, não tão exatamente, já que era uma quadra aberta e não um gramado e eu estava na linha da área do meu time e não no meio do campo e era zagueiro). Enfim, vamos à história.
Visão do Narrador de Futebol:
“eoJOgoprocegueaquinoestadiodenossasenhoradeitaquaqueceTUBA!sãoos minutosFInaisdejogogoleirochutouaredondaparaoMEiodecampo!jogador dotimeAinterCEPtaabolaeparteparaocampoadversário!nave-lo-ci-DAAAA-de!diblaum…dois…trêschutou…NATRAAAAAAAAAAVE!ogoleiroCOOOO rrepraagarrarabola!”
“Lávaiogoleironovamente…chutouabolaproMEiodecampo!Camisa10do timeBmatanopeitodominaabolaeCHUTA!MEUDEUSELECHUTOUDOMEIODE CAMPO!E…ÉGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLL!COOOOOOORRE PRO ABRAÇO! E terMIIIIna a parTIIIda! viTÓÓÓÓÓÓÓria do time B!”
Visão do Jogador:
Minutos finais da partida. O goleiro chutou a bola. Ela vem em sua direção, no meio de campo. “É minha!”. De repente, um jogador do tima A cruza à sua frente, interceptando a redonda. “Droga!”. O jogador corre sem esperanças de recuperar a bola. O outro chutou! “UUUUh! Na trave!”.
O goleiro vai chutar novamente. Ela vem em sua direção, no meio de campo. ”Agora é minha!”. Matou no peito. A bola descreveu um arco estreito, caindo próxima a seu corpo, sendo amparada por seu pé direito. Nem olhou para frente. Não pensou em nada. Concentrou toda sua força em seu pé direito. E chutou.
Essa reação surpreendeu a todos. A bola ia tão rápido que, ao invés de interceptá-la, todos desviavam. Talvez aquele bola veloz, inesperada, despertara nos jogadores o desejo de ver até onde ela iria. Um jogava a cabeça para o lado, evitando que a bola o atingisse, outro olhava-a passando a um triz de seu nariz e outro, que sem querer atrapalhava a visão do goleiro de seu próprio time, evitou que a bola o atingisse em cheio na cara e o goleiro, coitado, quando viu a bola, ela já estava rotacionando na rede de seu gol.
“É gol! Não acredito! Consegui! Uhuuuu!”. A galera vibra. Ele parte pro abraço. Os camaradas correndo e abraçando-o de felicidade. Ganharam. “FRIIIIIIIIIIII!”. O juíz apita e…
FIM DE JOGO
ahhhh…pior é q te imginei narrando possuidamente..kkkkk
Quem te conhece sabe q é bem possível de vc narrar…kkk
bjomeliga