
O integrante mais invocado e animalesco dos X-men acaba de estrear um filme solo: “X-men Origins: Wolverine” (que é um bom filme, mas poderia ser melhor). E aproveitando o momento, escrevi um conto sobre ele.
Wolverine corria entre as árvores como se tivesse vivido ali sua vida inteira. Porém, era a primeira vez que entrara naquela floresta. Seus instintos guiavam-no através da densa vegetação, desviando-o de perigos apenas pela audição e olfato aguçados. Neste momento não há razão alguma controlando seus atos. De súbito, parou. Seu olfato identificara um odor familiar. A intensidade do odor indicava que estava próximo. Muito próximo. O vento cessou. Um silêncio incomum tomou conta da floresta. Inspirou profundamente para precisar a localização do portador daquele odor. O ar penetrava as narinas, farfalhando os pêlos internos. O odor vem de cima, das árvores. Não fez menção de olhar para cima. O ar assoviou. Sem hesitar jogou seu corpo para o lado direito, rolando sobre galhos e folhas, evitando a pisada mortal desferida pela criatura que caíra intencionalmente no exato local onde, segundos antes, Wolverine encontrava-se. Os solados das botas do velho inimigo afundaram
alguns centímetros no solo, tamanha a força desprendida naquele golpe.
Wolverine ‘sacou’ suas garras de adamantium. A dor da pele sendo rasgada por elas já não o incomodava. Eram como ‘picadas’ de injeções, só que
pelo lado contrário. Sabia que assim que elas estivessem expostas, o fator de cura uniria sua pele com as garras como se elas já estivessem ali fora desde sempre. Também não se preocupava com a hora de repousá-las novamente dentro de seus braços, afinal, os ferimentos cicatrizariam na metade de “piscar de olhos”.
Encarou seu arquiinimigo, Dentes-de-Sabre. Também mutante, também selvagem. Muito mais selvagem. Aproveitando-se dos milésimos de segundos que Dentes-de-Sabre levaria para vencer as duas forças antagônicas que o seguravam inerte no solo, a gravidade e a sua própria vontade de levantar-se e saltar, Wolverine partiu pra cima dele com toda selvageria que existia dentro de seu coração.
O sexteto de garras adentrou o abdômen de Dentes-de-Sabre, fazendo-o urrar. Wolverine suspendeu-o no ar, pelo abdômen perfurado, enquanto continuava a correr alucinadamente até Dentes-de-Sabre chocar-se com a árvore mais próxima. Prensado entre a árvore e Wolverine, ele não tinha
saída.
Wolverine retirou as garras do abdômen de seu antagonista e desferiu uma série de golpes em seu abdômen, dilacerando suas entranhas. Direita, esquerda, direita, esquerda. Foram muitos golpes. Mas quando a razão voltou à mente de Wolverine por um breve momento, no qual pensou que aquilo poderia retardar seu oponente por tempo suficiente para pudesse desaparecer, foi surpreendido com as duas mãos de Dentes-de-Sabre segurando sua cabeça e, sem que houvesse tempo para reagir, seus olhos foram perfurados pelas garras afiadas de seu oponente.
Wolverine sentiu os olhos sendo pressionados e estourando dentro de sua cabeça. Tonteou um pouco ante a surpresa de um golpe tão baixo. Sabia que seus olhos de reconstituiriam em alguns minutos, mas seriam suficientes para que levasse um surra.
Continua…

Aeeeeee..voltou a escrever!!!
E eu voto na foto do Marcelrine!