Tive a idéia dessa história quando estava abrindo um pacotinho de Confetes (aqueles docinhos coloridos recheados de chocolate) e fiquei imaginando se o pacotinho rasgasse e todos os confetes voassem e o tempo parasse nessa hora. Também foi inspirada na Teoria da Relatividade de Einstein.

Segue abaixo:

___________________________

ELIZA e seus CONFETES

“Obrigada!”, disse Eliza ao receber o troco pela compra de um pacotinho de confetes de chocolate. Como toda chocólatra que se preze, não poderia passar um dia inteirinho sem ao menos comer um pedaço do tão saboroso doce.

Foi nesse impulso subcerebral ou, em outras palavras, irracional, que Eliza gastou os três reais, e alguns centavos, que lhe sobraram do último salário. Detalhe: hoje era apenas dia dez do mês de maio. Seu pai já havia lhe dito: “Já que está trabalhando agora mocinha, não receberá mais mesada”. Portanto, seria difícil arranjar alguma grana com o “velho”.

Enquanto caminhava em direção à praça Ary Coelho, chacoalhando para lá e para cá o seu pacotinho de confetes, procurava por um banco livre no qual pudesse sentar tranqüilamente e saborear seu chocolate. Ia tentando pensar em algo a fazer, para que não tivesse que passar quase um mês sem um tostão no bolso.

“Hummm… será que eu consigo alguma coisa vendendo minhas revistas Capricho?… hã… não sei… elas me acompanharam na minha pré-adolescência… quem sabe se eu… não, acho que não…”.

Perdia-se em seus pensamentos quando avistou um banco vazio. Passou pela fonte que havia no meio da praça e numa atitude instintiva, pensou: “Tá feinha hein!? Poxa, bem que podiam dar um trato nessa fonte, tá precisando, aliás, a praça inteira está precisando”.

Sentou-se no banco e com as duas mãos, uma de cada lado do pacotinho, começou a puxá-lo em direções opostas, com muito cuidado, para abrí-lo. Mas o pacote estava difícil de rasgar e ela não queria mordê-lo, “Vai saber quantos germes têm nessa embalagem!”, pensou.

Depois de cinco minutos tentando abrir o maldito saquinho, Eliza se emputeceu e puxou com toda sua força!

O rasgo do pacote foi acompanhado de um “AAAAAHH…” estridente e um “Páááááááára!”. O saquinho havia explodido, lançando as pequenas bolinhas de chocolate coloridas no ar.

O que se seguiu poderia ser descrito pela reação das pessoas ao redor. Surpresa, estupefação, medo. Bem, isso se as pessoas ao redor estivessem vendo o que estava ocorrendo.

O fato é que tudo, tudo menos Eliza, foi paralisado no momento em que ela gritou. E, na maior tranqüilidade, ia pegando cada um daqueles confetes estáticos no ar e colocando-os em cima do pacotinho rasgado sobre o banco. Quando pegou a última bolinha, o planeta voltou a girar. Para Eliza, nada de anormal havia acontecido. Continuou comendo seus deliciosos confetes.

________________________________

Um Abraço!

Anúncios
comentários
  1. Julia disse:

    Ai!!!!!que delicia!!!

  2. Smaily Prado disse:

    O texto ou a imagem dos confetes??

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s