JOGOS TEXTUAIS – Luminus Obscuri – Parte V…

Publicado: 9 abril 2009 em Contos, Jogos Textuais
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Leia antes: Parte I, Parte II, Parte III e Parte IV.

Desculpem-me pela demora, Feliz Páscoa e boa leitura!

 

A sessão com o psicólogo não rendeu nada. Segundo ele, eu teria que retornar mais vezes para que pudesse confiar nele e mostrar meu “Eu Inconsciente”. Besteira! Se não tem capacidade para “ler as pessoas” procure outra profissão! Não volto mais lá.

Fui até uma praça. Meus olhos fixaram no ponto onde, creio eu, a água estaria. Passou-se algum tempo. Meus olhos divisavam algo. Havia um brilho frio onde estaria a água da fonte. Era um brilho frio, cristalino e oscilante. Era lindo! Nunca vira um brilho tão fascinante! Logo percebi o contorno circular da fonte. O que estava a brilhar era nada menos que toda água ali contida! Fiquei a refletir sobre quantas belezas do mundo são ofuscadas por nossa luz interior. Quanto ainda desconhecemos acerca do que nos rodeia?

Saio apressadamente em busca de novas descobertas. O que mais o mundo tem para me mostrar? Caminho com certa facilidade. Meus olhos parecem, agora, divisar as coisas na escuridão, como se cada uma delas fosse constituída de menos ou mais escuridão, formando contornos negros e menos negros, ou bem negros, na escuridão. Paro ao lado do córrego que corta a cidade. Brilha frio e cristalino tal qual a fonte. Mas esse brilho não deve ser intrínseco da água, senão alguém já teria percebido. Deve haver alguma fonte externa da qual ela se beneficia para inundar o mundo com tamanha beleza.

Olho ao redor. Procuro não sei o quê. Será que a luminosidade humana é quem fornece a matéria luminosa para tal esplendor? Não, não creio nisso. A luz de cada um parece restringir-se a uma esfera egocêntrica, não seria capaz de tal feito. Deve ser algo altruísta, assim como a água. Algo que existe sem que precise se adequar a qualquer rótulo.

Olho para cima e o que vejo deixa-me ainda mais estarrecido! Vários de pontos luminosos! Não, MILHARES! O que será isso? Nunca vira antes! É estupendo! E parece ser o causador do brilho das águas! Incrível! Nunca imaginara, sendo um Luminus, presenciar tremenda beleza! Precisei me tornar um Obscurus para ser banhado com sensações estranhas e instigantes.

No início desta minha “condição”, pensei estar amaldiçoado. Concluo que estava errado. Sou um ser privilegiado. Sou o único, neste planeta inteiro a vislumbrá-lo em sua forma original.

“Prazer em conhecê-lo, Obscuri!”, eu digo. Com a alegria de um garoto que acaba de ganhar um brinquedo novo. 

 

Continua no Blackbird…

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comentários
  1. Lilian disse:

    Mais uma vez vcs dois conseguem fazer o seguimento ser cativante e prender a atenção. Excelente!!!! Acompanhando e anciosa pela continuação.

  2. Gabriel disse:

    Caramba….a História continua no nível, muito bom, e acho que essa parte deixou bem claro agora (explicitamente) onde os autores quiseram focar com a “luminosidade” de cada ser…Meu parabens aos autores.

  3. Rimadora disse:

    Amorrrr…tá mto bommmm!
    Realmente essa parceira foi foda!

  4. Smaily Prado disse:

    Gabriel: Eu e o Edu ficamos agradecidos pelo seu reconhecimento! Muito obrigado!

    Rimadora:Obrigado Amor!

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