Deuses Modernos – Cena 02 – Deusa das Águas…

Publicado: 23 janeiro 2011 em Contos

1º e 2º dias

A sede era tamanha que poderia tomar a própria urina. Passara o dia inteiro dentro do quarto com medo do pudesse haver depois das duas portas existentes no recinto. Rezou à Deusa das Águas para enviar água que aplacasse sua sede. Rezou até pegar no sono. Dormiu um sono pesadelar repleto de desertos e regiões áridas, tendo miragens com água em todos os cantos. Numa dessas visões traiçoeiras havia um objeto branco e grande preso a um piso também branco, uma espécie de jarra grande ou vaso contendo água. O calor da noite fora intenso. Acordou todo suado.

Inspirado pelo sonho abriu uma das portas que havia no quarto, descobrindo um cômodo que continha exatamente o objeto que vira no sonho. Levantou a tampa e seus olhos brilharam. Havia água lá. Água límpida e transparente. Agachou-se perante o vaso branco e fez uma prece à Deusa das Águas em agradecimento por mandar-lhe água tão pura.

Tomou tanta água quanto pôde. Era uma fonte inesgotável de água que a Deusa mandara-lhe. Sorvia e sorvia em grandes goles trazidos à boca com as mãos em concha e o nível da água nunca diminuía. Ao saciar completamente sua sede, rezou novamente à Deusa das Águas para que deixasse aquela fonte inesgotável de água límpida sempre ali para ele, para que pudesse sobreviver.

 

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